Onde iremos parar?
Sinceramente não sei, a cada dia que passa as coisas ficam mais difíceis com tanta violência, pobreza, o descaso do governo com a educação, o transporte público, a saúde... O que mais me revolta é saber que isso tudo acontece porque de certa forma contribuímos. Ai vem à pergunta: contribuímos como?
- Contribuímos com o nosso silêncio, o medo de correr atrás de nossos direitos e objetivos, sem ao menos pensarmos que desta forma estamos ajudando a corrupção acontecer, na realidade é isso realmente que eles querem, marionetes de manuseio simples, ou seja, pessoas ignorantes, sem conhecimento para questioná-los e correr atrás dos seus direitos como cidadão, é inadmissível atualmente pagarmos R$ 2,70 no transporte público em péssimas condições, ônibus super lotados em situações precárias, por que o governo não investe mais em transporte, educação, saúde, reabilitação?
Realmente não sei onde eles estão trabalhando para a melhoria, aonde vai a tal verba que é disponibilizada para tratar das responsabilidades para com a população... É tanta coisa errada que aos poucos vai me corroendo por dentro tanta hipocrisia...
Quem faz uma campanha como essa tem que ter em mente vários aspectos, pensamentos e questionamentos tais como:
- Será que realmente quem precisa de ajuda/apoio tem um aparelho de televisão em casa?
- Outdoors, faixas, comerciais irão alcançar o público alvo?
Se o governo realmente quiser mudar, reverter essa situação tem que começar a pensar de outra forma. Aprender a olhar o mundo não com os olhos de quem vive em apartamento de luxo e sim com os olhos tristes de pessoas que moram em barracos de maderite, sem luz elétrica, água encanada, goteira na brasilite.
Tentar ao menos enxergar a tristeza nos olhos de pessoas que na maioria das vezes não podem sonhar com o futuro.
Enquanto o governo não se fizer acreditar, a violência vai continuar aumentando, o descaso com a educação crescendo, pessoas inocentes morrendo na mão de policiais e traficantes.
A população torcendo pela não obrigatoriedade do voto; afinal de contas o voto se tornou não um direito e sim obrigação.
Fernanda Delesporte